domingo, 15 de novembro de 2009

Google Wave – Uma Nova Onda

O Google está mesmo disposto a mostrar algumas boas novidades para voltar a ser o destaque da Internet. Após bons resultados e crescimento por parte do navegador Google Chrome, resolveu dar um “beliscão” nos “orkuteiros” que já estavam ficando entediados e cada vez mais interessados em ‘twittar’ – ou buscar os usuários que se achavam atraídos em aparecer no Facebook – ao anunciar uma nova versão a ser utilizada por meio de convites. A idéia foi boa visto que um dos assuntos do momento é o interesse de algumas pessoas em adquirir o tal.

Com o Google Chrome mais maduro, a distribuição de convites do novo Orkut, acabariam aí as novidades? Não! O Google foi também aguçar a curiosidade de alguns desenvolvedores ao apresentar a linguagem de programação Go que promete ser uma linguagem simples, veloz e aberta. E agora, em meio aos “turbulentos” assuntos retro mencionados, como se não bastasse, um novo tema se tornou cada vez mais evidente: o Google Wave.

Tudo começou com uma conferência do Google para desenvolvedores web em 28 e 29 de maio... Nesse evento foi apresentada a idéia e aí muitos não viam a hora de testar o serviço que prometia colocar em uma única janela redes sociais, blog, chat, compartilhamento de arquivos, revolucionar o e-mail e permitir que novos aplicativos open source pudessem ser incorporados à nova ferramenta.

Foi então que em 30 de setembro 100.000 desenvolvedores receberam a versão para testá-la e desde então muitos usuários que esperam uma grande revolução na web 2.0 por parte desse aplicativo estão ansiosos almejando o convite para “entrar na nova onda”.

O Google Wave inicialmente não é lá tão atraente como promete ser em sua versão final. Apresenta ainda uma série de bugs e falta de funcionalidades que provavelmente estão por vir. Há ainda o inconveniente de que nem todos têm acesso. Que graça possui um aplicativo Web 2.0 se você não consegue interagir com “todo mundo”? Pois é...! Pelos menos neste momento está assim. Muitos comentam que a ferramenta é muito complicada e pouco intuitiva e, como sempre, o “bom” “humorista de plantão” reforça que é mais fácil entender uma operação médica, Ozzy Osbourne, cálculo vetorial ou o que é datação por carbono do que entender o Google Wave. Acesse essa página e atualize-a de tempo em tempo para ver o resultado das enquetes.

Cabe mencionar, em defesa do Google Wave, que essa é a sua fase inicial e que tem muita coisa a ser customizada para depois serem tiradas conclusões mais conscientes e sérias. Essa é razão para que poucos tenham acesso à ferramenta. Fica implícito que ela está “engatinhando” ainda antes dos primeiros passos. Atualmente é possível perceber que realmente o acesso a e-mails será diferente e que a interação entre as pessoas será mais eficiente. É possível, por exemplo, criar waves específicas e convidar amigos para dela participar ou “twittar” direto do Google Wave.

Para maiores exemplificações, veja os dois vídeos explicativos. O primeiro é em português e dá uma visão rápida – overview – a respeito do tema enquanto o segundo é em inglês e é mais abrangente e completo. Se você não entende nada em inglês, não se preocupe, as imagens falam por si só em boa parte da apresentação.

Antes de encerrar anuncio que ESTE BLOG IRÁ SORTEAR ALGUNS CONVITES para que você possa ingressar no Google Wave. Para participar, poste um comentário com o seu nome completo e e-mail. A entrega dos convites será feita no próximo mês. Boa sorte aos participantes!


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Windows 7 – Ter ou Não Ter?


O lançamento mais esperado deste mês (alguns ousam em dizer do ano) na área de informática é, indiscutivelmente, o lançamento do novo sistema operacional da Microsoft: o Windows 7.

Desde o começo de 2009, ele passou a ser apresentado aos poucos em versões beta, release candidate e, atualmente, está na versão Enterprise, que pode ser baixada e utilizada gratuitamente por até 90 dias (para baixá-la, clique aqui) e será, muito provavelmente, a última versão a ser disponibilizada antes que a versão final do Windows 7 entre no mercado. A data para distribuição da versão oficial está prevista para o dia 22 de outubro.

O Windows Seven parece ser a grande promessa da Microsoft para parar com o “burburinho” em torno do insucesso do Windows Vista cumulado com a extinção do Windows XP – considerado até o presente momento como o melhor sistema operacional já desenvolvido pela empresa criada por Bill Gates. Em momento anterior, neste blog, foram elencadas algumas razões que demonstram a missão do Windows 7 e o desestímulo à aposentadoria do Windows XP (...)

O novo sistema operacional da Microsoft – pelo que se pôde perceber entre a comunidade de usuários que utilizaram as versões já lançadas – está sendo bem aceito e virá num momento importantíssimo para que a empresa não perca a confiança dos seus usuários fiéis e para que não deixe de recepcionar novos usuários que, cada vez mais, ouvem falar em software livre e soluções Linux, Apple e seus produtos concorrentes (MAC OS e o Snow Leopard são bons exemplos) e, em menor grau, em sistemas UNIX.

A Microsoft está sendo oportunista ao aproveitar o que deu certo no Windows Vista (novidades, aparência e segurança) e o que já estava certo no Windows XP (estabilidade, compatibilidade e robustez) para aplicar no Windows 7; na verdade era o que ela deveria ter feito no Windows Vista, só que o fascínio estético daquela versão obscureceu a visão dos Engenheiros e Arquitetos da Microsoft a ponto de esquecerem de implementar o que era realmente importante para os bons usuários: a eficiência operacional do sistema utilizando poucos recursos de máquina sem perder o glamour na interface, uma exigência dos tempos modernos.

Com isso, tendo em vista o que já foi dito anteriormente, podemos finalmente dissecar o Windows 7 e saber se realmente vale a pena tê-lo. Para isso, antes de analisar os fatores técnicos, cabe aqui algumas considerações que poderão implicar a sua decisão:

1. Se você utiliza o Windows XP e não migrou para o Windows Vista porque o achava instável e cheio de problemas não sendo um sistema operacional que você gostaria de ter, é interessante que você migre para o Windows 7 porque as reclamações em relação a ele são mínimas e, principalmente porque, no Windows 7, haverá um recurso chamado XPM (XP Mode) que emula fielmente o Windows XP na nova plataforma, ou seja, as incompatibilidades que você poderia ter por falta do XP ou por utilizar o Vista muito provavelmente não ocorrerão no Seven.

2. Se você utiliza o Vista, as razões são inúmeras para que você migre para o Seven, desde questões de compatibilidade, passando por novas funcionalidades e terminando em soluções de gerenciamento mais eficientes.

3. Se você não possui uma configuração de, no mínimo, 1 GB de memória RAM (para plataforma x86 – 32 bits. Para plataformas x64 – 64 bits – são necessários 2 GB), um processador de, no mínimo, 1 GHz, espaço em disco de, no mínimo, 15 GB (para plataforma x86; para plataforma x64 são necessários 20 GB), uma placa de vídeo de, no mínimo, 128 MB com suporte para gráficos Directx 9 e meio de instalação via USB ou leitor de DVD, não será recomendado que você instale o sistema operacional antes de realizar um upgrade na sua máquina.

Posto isso, vamos às características que muito provavelmente estarão ou deixarão de estar no Windows Seven:

1. Se você gostava do Live Essentials (o qual possui os aplicativos Windows Mail, Windows Movie Maker e Windows Live Photo Gallery) pode ser que você tenha que esquecê-los e procurar soluções alternativas para utilizar no Windows 7. A versão Enterprise aboliu essas ferramentas sinalizando que possivelmente a versão final as abolirá também.

2. Muitos drivers e codecs serão nativos do sistema evitando que o usuário tenha que baixá-los e instalá-los. Isso para que o sistema operacional funcione em harmonia com dispositivos de hardware, softwares e arquivos já existentes.

3. A instalação do sistema operacional está bem fácil, intuitiva e rápida.

4. O novo sistema operacional é compatível com os aplicativos que rodam no Windows XP e no Windows Vista.

5. O gerenciamento das estações de trabalho ficará facilitado por meio da utilização de um monitor de erros que estará presente no desktop.

6. A forma de gerenciamento de usuários será otimizada quanto à política de realização de ações sobre arquivos e pastas.

7. O sistema contará com um recuperador de dados e estados do sistema, o DaRT (Diagnostic and Recovery Toolset) que facilitará monitorar e resolver problemas em arquivos, redes ou sistema.

8. A segurança terá maiores recursos, entre eles, de criptografia.

9. A barra de tarefas está transformada com uma aparência e alternativas mais eficientes e práticas, entre outras novidades...

Esse post foi escrito especialmente para os usuários do Windows – comparando a versão a ser lançada com as versões anteriores – para entusiastas que querem saber mais a respeito do Windows 7 ou para usuários que querem ficar por dentro do mais novo lançamento da Microsoft antes de efetivamente o instalar. Para usuários de outros sistemas operacionais, pode ser que seja interessante acompanhar as melhorias e novas versões do sistema que está utilizando ou procurar comparativos entre o seu sistema operacional e o Windows Seven. Cabe frisar, nesta oportunidade, que aqui não está explícito que o Windows 7 é melhor que outros sistemas operacionais ou que outros sistemas operacionais são melhores que o Windows Seven, isso vai depender bastante do tipo de funcionalidade e recursos inerentes a cada usuário ou empresa. O que está sendo dito aqui é que a maturidade do Windows Seven parece ser maior em relação às versões anteriores e que, embora o Windows XP até o presente momento seja a melhor versão, ele já clama pela sua aposentadoria que deveria ter se dado no lançamento do Windows Vista. Outra observação a ser encarada é que novos lançamentos de fabricantes de dispositivos e softwares talvez não pensem em compatibilidade dos seus produtos em relação ao XP.

Com isso, ficam aqui as impressões a serem consideradas antes do lançamento do Windows 7 e o compromisso de, daqui há alguns meses, depois de passar esse clima de expectativas, voltar-se a falar neste blog dos sucessos ou fracassos desse mais novo produto.


domingo, 30 de agosto de 2009

VoIP – Um Novo Caminho para a Voz

Comunicação é uma via obrigatória em qualquer ambiente; facilitá-la é a garantia de que soluções sejam elaboradas em menos tempo; gerar soluções em menos tempo significa aumentar a eficiência; ser mais eficiente significa estar mais preparado e os mais preparados são os mais competitivos e com maiores chances de sucesso...

Para a Mestre em Educação, Ângela dos Santos Oshiro (2007, p. 70):

Comunicação é chave do bom andamento de praticamente todas as atividades humanas. [...] projetos são executados por pessoas – e para que cada pessoa desempenhe o seu papel adequadamente dentro de um projeto, precisa estar consciente dos objetivos e meios pelos quais deverá realizar suas funções. A troca de informações é fundamental.

Atualmente a comunicação encontra na tecnologia um parceiro imprescindível para torná-la cada vez mais utilizada no cotidiano. Comunicar envolve a utilização de variados meios – verbais e não-verbais – e é justamente um desses meios – a fala – que aqui será discutido...

Celulares, rádios e telefones fixos são os meios mais fortemente utilizados para garantir a comunicação falada nos dias atuais. O uso e a disponibilidade desses dispositivos tornaram-se comum e indispensável, porém, com eles vieram custos que, uma vez ou outra, é posto em discussão, principalmente por organizações que desejam que a telecomunicação seja menos onerosa em seus orçamentos. Para isso, tendo em vista que empresas utilizam vias digitais para estarem conectadas à Internet, surgiu o VoIP.

O VoIP (Voz over Internet Protocol – Voz sobre IP) é uma tecnologia que permite que a comunicação, tal como nos telefones atuais, seja estabelecida por meio da Internet. As empresas podem adaptar os recursos de rede que já possuem e integrá-las a um telefone VoIP reduzindo substancialmente o custo com telefonia. Outras vantagens são:

1. Acesso em qualquer lugar do planeta.

2. Ligação direta com o PABX ou em aparelhos telefônicos.

3. Qualidade de voz.

Características menos positivas, porém, devem ser analisadas:

1. Um telefone VoIP utiliza a infraestrutura da Internet; se a Internet parar, para o telefone.

2. Ao contrário da telefonia fixa, o dispositivo VoIP para de funcionar quando falta energia.

3. É necessário contratar um provedor de serviços VoIP para se interligar a rede de telefonia pública.

Assim, é interessante que empresas analisem a mais essa possibilidade. Realizar estudos a fim de saber se a tecnologia em questão pode ser viável pode ser interessante para, talvez, permitir que instituições tenham vantagens sem perder a qualidade e operacionalidade de seus serviços.


Referência:

OSHIRO, Ângela dos Santos. Gerência de Projetos. Vila Velha: p.70. 2007.