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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Redes Sociais: Facebook vs. Google



Primeiro foi o Orkut, era o “boom” em redes sociais aqui no Brasil até a década passada. Agora se estabeleceram o Facebook e a promessa da Google: o Google+ (o Twitter não está sendo considerado aqui porque possui um papel diferente em termos de social media).
O Facebook ganhou espaço rapidamente devido a sua interface intuitiva, robusta e completa. Contribuiu também para o sucesso do site, o carisma imprimido pela ideia originária da criação do Facebook – quem assistiu ao filme “A Rede Social” sabe bem o que eu quero dizer (as pessoas queriam saber como funcionava a novidade virtual e acabaram gostando da experiência).
No caso do Google+, o sucesso inicial foi devido ao poder que tem a marca Google e a fidelidade dos usuários decorrente dessa confiança criada pela empresa norte-americana.
As características do Face ou FB – como é conhecido por alguns grupos – e do G+, e que tornou o Orkut menos acessado ou utilizado foram os seguintes atrativos:
Novidade e marketing: O primeiro item para que uma rede social faça sucesso são esses dois fatores. As pessoas sentem necessidade de conhecer algo que cai “na boca do povo”. Com o Google+ ocorreu a mesma coisa. A diferença, que fez o crescimento do Google+ ser mais rápido que o do Facebook, é que a Google tem uma plataforma de usuários estabelecida por meio de outros serviços, bastou apenas aderir a mais um serviço, enquanto no FB precisava-se criar uma nova conta.
Serviços: O Facebook mostrou-se mais forte que outras redes sociais pela sua gama de serviços. A simples ideia de “tuitar” dentro da rede social foi um grande atrativo; ainda mais porque não era um “tuíte” alfanumérico, ganhou expressão multimídia e dinamismo maior dentro de grupos de amizade (consequentemente, tornou a mensagem mais humana, restrita, interessante e menos corporativa). Com o Google+ vieram o “Hangout” e os “Círculos de amizade”. Os dois serviços do G+ foram inicialmente chamativos, porém, a Google vai ter que fazer muito mais em termos de inovação para que os usuários não fiquem entediados ou com a impressão ou certeza de que não precisam da novidade oferecida.
Necessidade: Um item não menos importante, ainda mais quando já existem sites que oferecem serviços similares que caíram no gosto popular. Um site pode ter novidades e ótimos serviços, no entanto, perderá a assiduidade de acessos se não tiver alguma utilidade prática para o usuário. Nesse caso cabe um conhecido jargão: “a necessidade faz a oportunidade”; a oportunidade de um serviço ser mais bem quisto em relação aos demais.
Qual será o futuro das redes sociais? A resposta disso não é previsível. O que é previsível, pelo que a história da Internet já nos ensinou, é que inovação, criatividade, diferencial e oportunismo são ingredientes essenciais à sobrevivência na sociedade virturreal.


domingo, 26 de dezembro de 2010

A Sociedade “Virturreal”



A narrativa em torno do site Wikileaks, das eleições 2010, do ficha-limpa, das compras virtuais coletivas; além de demonstrar a força que a Internet está proporcionando às massas, demonstra o quão participativa e atuante a sociedade “virturreal” pode ser ao defender os seus ideais.

No caso do site Wikileaks, Julian Assange demonstrou que ser ativista virtual – ou ciberativista – é algo promissor para quem possui essa aspiração. A publicação de documentos diplomáticos em seu site e em veículos de comunicação parceiros (El País, Le Monde, The New York Times, The Guardian e Der Spiegel) provocou rebuliço na Internet, no governo dos Estados Unidos e em órgãos de imprensa espalhados ao redor do mundo. (...)

As grandes autoridades e empresas agoram podem ser beneficiadas ou prejudicadas em menos de 24 horas pela população “virturreal” que acompanha e solidariza-se com informações que as alcança pouco tempo após serem publicadas. Os agentes contemporâneos de informação não são apenas os veículos formais de imprensa (rádio, jornal, periódico e TV), uma pessoa com um smartphone em mãos já é um possível jornalista ao publicar em seu blog, Twitter, Facebook, Orkut, ... ; as consequências, após postagem na web, são irreversíveis. Crackers atualmente são os criminosos mais potencialmente nocivos e invadem empresas, contas bancárias, vasculham a vida das pessoas, roubam as suas identidades na rede e fazem variados tipos de violações sem muitas vezes serem notados ou identificados. Uma das maiores empresas no ramo de cartão de crédito – no episódio WikiLeaks – foi invadida, a página foi “tirada do ar” e dados dos clientes foram publicados em ataque iniciado em menos de 24 horas. Um grupo entitulado Anonymous responsabilizou-se pelo feito. (...)

As eleições deste ano não foram as mesmas de outrora. Seguindo a tendência das eleiçoes americanas, onde a web teve grande importância no desenrolar do processo democrático nacional, a população transportou o debate para a Internet e os candidatos tiveram que se adaptar à nova realidade. Páginas virtuais, perfil no Twitter, vídeos no YouTube e correntes via e-mail inundaram à rede em busca dos eleitores; informações falsas e verdadeiras, briga ideológica e debates foram manchetes à sociedade “virturreal”. (...)

O ficha-limpa, um dos maiores empreendimentos políticos realizado pelo cidadão brasileiro, em pouco tempo, ostentava milhões de assinaturas, tornando-se projeto de lei de iniciativa popular, futuramente aprovado por uma massa que “assinou” a petição por meio da Internet. Projetos de iniciativa popular, nessa perspectiva, poderão ser elaborados e encaminhados ao Congresso com maior facilidade, dando à sociedade “virturreal” capacidade de por em discussão projetos de lei sob os seus interesses, sem os entraves geográficos antes impostos. A Organização Avaaz é um dos principais representantes dessa nova modalidade representativa da cidadania mundial e possui vários projetos esperando a colaboração de cidadãos para serem encaminhados aos representantes políticos, além de contar com mais de 6 milhões de membros.

Outro grande filão que está sendo explorado são as compras coletivas, onde consumidores combinam comprar em grupo um determinado lote de produtos ou serviços. Isso proporciona descontos consideráveis e está sendo altamente explorado por algumas empresas. Caso esteja interessado em saber mais sobre isso, leia aqui. (...)

A sociedade não se limita mais ao habitat físico, desligado de canais de comunicação, fora do ambiente virtual. Mais difícil será a sobrevivência daqueles que tentarem viver “desconectados” e desligados do paradigma operante. A frase do livro de Homero, a fala da Esfinge de Édipo, parece ser um recado desse novo modelo: “Decifra-me ou devoro-te”.


domingo, 26 de setembro de 2010

Ética na Internet – Mensageiros Instantâneos


O uso de mensageiros instântaneos é uma prática comum que já está incorporada à vida das pessoas que utilizam a Internet como ferramenta do cotidiano. Os mensageiros instantâneos (MSN, Skype, Yahoo Messenger, Google Talk e outras ferramentas de bate-papo) são ótimos mecanismos de comunicação e são indispensáveis àqueles que a procuram de forma barata, simplificada e em tempo real.

Para que serve “todo mundo” já sabe; usar com ética, bem ... , isso é outra história que passaremos a discutir. (...)

Primeiro devemos raciocionar da seguinte maneira: Qual é a sua pretensão quando abre o comunicador? Como você quer ser percebido pelos seus contatos? Essa impressão você irá transmitir basicamente por meio dos ‘status’.

Disponível: Isso indica que qualquer pessoa poderá começar a conversar contigo. O erro mais comum em utilizar esse ‘status’ indevidamente reside em não responder dentro de um tempo razoável àqueles que estabelecem comunicação. Deixar seus ‘status’ no disponível e não responder equivale a ignorar alguém que quer falar contigo.

Ocupado: Bem ... , ocupado é o contrário de disponível. Quem está ocupado não pode ou não quer que estabeleçam contato com ele, ou porque está conversando com alguém e não quer conversar com outra pessoa, ou porque está esperando alguém entrar para conversar e não pretende “dialogar” com os que estão disponíveis ou porque está envolvido em uma tarefa e não quer ser interrompido. Respeitar os ‘ocupados’ é regra de etiqueta virtual. Se por acaso quiser conversar com alguém que está com o ‘status’ ‘ocupado’, deixe um recado nesse sentido (por exemplo: “Assim que puder, preciso falar com você”).

Ausente: A resposta está no termo, ou seja, é para aquela situação em que você precisa sair com o intuito de voltar dentro de algum tempo. Não se deve usar ‘ausente’ para casos em que se pretende ficar ausente por horas. Dessa maneira, opte por fechar o comunicador. A ideia do recado – mencionado no item anterior – também se aplica a este tópico.

Invisível: Invisível é a tradução que estabeleceram para offline que significa desconectado, porém o que ocorre, por exemplo no MSN, é que a pessoa não fica desconectada, e sim escondida. Esse é o ‘status’ clássico do bisbilhoteiro (aquele que não quer que saibam que ele está presente, no entanto, fica a observar os que estão). Esse ‘status’ é, no mínimo, mais aético que os demais pelo que já foi dito e porque algumas pessoas atrevem-se a conversar estando escondidas e negando o direito a quem está visível de conversar de “igual para igual”.

Além das características dos ‘status’ que é a “pré-conversa”, há a conversa em si. Para não me alongar nisso que é inerente a cada um, basta lembrar que é uma conversa como outra qualquer e deve haver a mesma postura que se estabelece no mundo real, a diferença é que os comunicadores têm algumas características adicionais que devem ser usadas com inteligência. Por exemplo, se estiver conversando com o chefe ou com pessoas que exigem posturas mais sérias, evite escrever muitas palavras abreviadas ou ficar enviando dezenas de emoticons (carinhas). No mais, avise as pessoas com as quais estiver conversando quando não puder prolongar a conversa ou quando for sair do comunicador (finalizamos as nossas conversas no mundo real, não é mesmo? Ou você é do tipo que começa uma conversa, termina sem pontuá-la e sai sem avisar o seu interlocuto deixando-o com cara de interrogação?). Por último, gostaria de frisar que opções como bloquear e excluir desgastam ou encerram vínculos virtuais, por isso, pense bem antes de utilizá-las.

Essas foram algumas poucas dicas para se estabelecer novas relações virtuais e para fortalecer as já existentes, afinal, os bons valores sociais devem ser incorporados também ao cotidiano virtual.


domingo, 12 de setembro de 2010

Tuitar é Preciso?

Pode-se dizer que, para quem está na maior parte do tempo conectado, duas sociedades imperam: a sociedade real e a virtual. A tendência favorece o aumento das relações na sociedade virtual em detrimento às relações antes vividas apenas na vida real. Hoje fazemos compras, namoramos, estudamos, aprendemos, relacionamo-nos, mantemo-nos informados, comunicamo-nos e realizamos várias outras atividades principalmente por meio da Internet ou utilizando recursos telefônicos (voz, SMS, MMS, envio de arquivos, etc). O que antes exigia presencialmente discussão, conversa e um contato “olho-a-olho”, hoje pode ser feito à distância.

O Twitter, uma das redes sociais mais utilizadas no mundo, cumpre contemporâneamente o papel de tornar público aquelas conversas, idéias, recados e impressões que antes ficavam restritas às “rodas de bate-papo”. O tempo atual tornou-se curto para tantas atividades desempenhadas que, para saber como fulano está, com quem está se relacionando frequentemente e o que anda pensando, precisamos telefonar para ele, ver seus status nas redes sociais ou acessar o perfil do tal no Twitter (isto também permite que alguém seja mais profundamente conhecido por outras pessoas que não participam cotidianamente do seu círculo social).

Naturalmente, muitos utilizam a ferramenta para divulgar notícias, eventos, promoções, para finalidades egocêntricas ou para se manter informado quanto ao que se está mais sendo “falado” nas metrópoles, países ou no planeta. Pesquisas demonstraram que a maioria dos que tem um perfil no Twitter pouco “tuitam” atendo-se à utilização do microblog para se manter informado; dos que “tuitam” exageradamente, nota-se cada vez mais frases irrelevantes com nuances de spam.

O Twitter representa hoje uma gigantesca teia, sem limites físicos, interligada por pessoas – cada uma com sua personalidade – utilizando o microblog como um lugar comum, onde aflora o intelecto particular em textos de 140 caracteres.

E você, o que gosta de fazer no Twitter? Ele é imprescindível para o seu dia-a-dia? O que o torna importante para você?