Num determinado dia ao “rodar” mais de um sistema operacional num mesmo computador por meio de “particionamento” (divisão do disco rígido em partes) e dual boot (inicialização com opção de escolha de mais de um sistema operacional), alguém deve ter se sentido maravilhado ao saber que é possível ter mais de um sistema operacional – por exemplo, sistemas operacionais Linux, Windows e Unix – funcionando numa mesma máquina. O encantamento, nesse caso, só foi suplantado quando esse alguém conheceu a virtualização.
A virtualização é uma técnica onde é possível pôr para funcionar dois sistemas operacionais simultaneamente num mesmo computador. É isso mesmo! Numa única máquina pode-se “rodar”, por exemplo, ao mesmo tempo, instalados, um sistema operacional Windows e uma distribuição Linux.
Algum usuário um pouco desinformado poderia perguntar: “Mais por que raios eu gostaria de utilizar dois sistemas operacionais ao mesmo tempo se eu só consigo utilizar um por vez?”. Muitas empresas já encontraram a resposta e as que ainda não encontraram, pelo menos, se não ouviram, vão ouvir falar bastante a respeito disso no futuro. Pois alguns já se aventuram a dizer que o futuro dos servidores passará pela virtualização. (...)
Os benefícios da virtualização estão aparecendo numa hora em que as empresas buscam a velha tarefa de diminuir custos (principalmente devido à crise econômica que estamos vivenciando) aliada a simplificação para realocar recursos computacionais. Por exemplo, uma empresa que tem um servidor de banco de dados na plataforma Windows, um servidor web, e uma aplicação rodando em Linux, tradicionalmente utilizaria três servidores onde, na maior parte do tempo, esses servidores estariam “ociosos” por não consumir toda a estrutura de hardware que lhes foram conferidas. Além do mais, o consumo de energia seria de três máquinas em funcionamento. Outra questão é a redundância (termo utilizado para referenciar a multiplicação – ou duplicação – de disponibilidade de serviço em forma de contingência). No nosso exemplo, se fosse uma aplicação crítica (aplicação que precisasse estar disponível nas 24 horas do dia, nos 7 dias da semana) certamente teria que haver mais servidores funcionando além dos três mencionados, para caso algum deles parasse de funcionar o outro assumisse a dianteira, não comprometendo assim o funcionamento de alguma aplicação.
Com a virtualização do exemplo anterior, apenas um servidor bastaria. O diferencial desse servidor estaria na necessidade dele ser mais “parrudo”, ou seja, ter um hardware robusto o suficiente para suportar os três servidores mencionados funcionando mais a redundância. O ganho começaria pela economia de energia; passaria pela diminuição de espaço físico para abrigar os “servidores”; transitaria pela facilidade que se tem nesse tipo de ambiente para balancear a utilização da carga de cada servidor e terminaria com uma plataforma que suportaria qualquer aplicação ou qualquer sistema para nenhum “xiita” botar defeito.
No Brasil, avalia-se um forte crescimento no uso da virtualização nos próximos anos, principalmente quando houver o crescimento de vendas de processadores com 4, 6 ou mais núcleos (processadores multi-core) com suporte à virtualização e o aumento da utilização da arquitetura Blade(uma nova abordagem na forma de gerenciar ou escalonar recursos computacionais físicos).
No lançamento do Windows Vista todos achavam que a mais nova versão da Microsoft seria brilhante assim como era a sua interface. Cheia de recursos visuais e de outras maravilhas que encantavam o usuário pelos olhos, a nova versão levou muita gente a abandonar o Windows XP que era reconhecido pela sua robustez. Algumas pessoas no início “chiaram” por ter que disponibilizar 15 gigabytes de espaço em disco para a instalação do sistema, mais uma placa de vídeo para suportar a interface gráfica e, no mínimo, 1 GB de memória para rodar a aplicação porém, aceitaram “numa boa” porque achavam que o upgrade compensava tratando-se daquela nova versão. Algum tempo depois, falhas inaceitáveis como falta de compatibilidade com softwares aplicativos, instabilidade, mudanças estranhas na interface em relação ao XP, tudo issodeixou alguns usuários “loucos da vida” (como foi o caso na mudança do item ‘Adicionar Impressoras’ e a quantidade chata de avisos que apareciam quanto a advertências ou alertas de segurança) e fizeram do Windows Vista um pesadelo para usuários do sistema e para a Microsoft.
O erro, não admitido por quase ninguém mais que aparece nas entrelinhas, é que a Microsoft quis inovar com um novo sistema operacional deixando, assim, de aproveitar as experiências que obteve durante anos até chegar ao Windows XP (considerada a melhor versão da Microsoft até então).
Atualmente se fala no Windows 7, recentemente anunciado, que estará disponível para ser testado, em versão beta, a partir do começo do ano que vem e, em versão para utilização, a partir de 2010. De início, estranha-se um pouco quanto ao por que do lançamento de uma nova versão logo em seguida a um lançamento até então recente. A explicação, de cunho óbvio, admitida até mesmo pelo Colunista da própria Microsoft, é que o Windows Vista, infelizmente, foi um “fiasco”. Palavras de Paul Thurrot, Colunista do Blog do Windows Vista: “Windows 7 is Windows Vista done right” (traduzido: o Windows 7 é o Windows Vista feito direito).
E o Windows 7, embora pouco admitido, é isso mesmo: uma tentativa de salvar o Windows Vista que a cada dia perde a sua popularidade frente às reclamações constantes dos seus usuários. Algumas novidades da nova plataforma é que ela será mais leve que o Vista, será mais estável (é o que a Microsoft diz), mais personalizável e compatível, terá suporte a touch scren (toque em tela) e terá um novo conceito de organização de arquivos chamado Bibliotecas. Se o Windows 7 será melhor? Poucos ou ninguém ainda sabe disso. O que se sabe é que, a partir do Windows Vista a Microsoft está aprendendo a fazer sistemas operacionais novamente. Lamentável é que o Windows XP foi aposentado e que a Microsoft ignorou o aprendizado que obteve com ele, afinal, demonstrou isso numa nova versão – o Windows Vista – que, logicamente, teria que ser melhor e não o contrário.
Computação em nuvem? Para quem ainda não sabe o que é, certamente deve achar esse termo um tanto estranho. É que recentemente essa expressão derivada do inglês cloud computing já está “passeando” no dia-a-dia de visionários executivos, CIOs (Chief Information Officer – Administrador sênior ou superior em tecnologia) e gerentes de TI (Tecnologia da informação) como alternativa estratégica para transformaro modo como corporações trabalham com a distribuição de recursos computacionais e com os dados da empresa. Futuramente, se essa tecnologia “pegar”, usuários serão afetados pela tendência porque, afinal, são eles que fazem os desktops trabalharem.
A computação em nuvem ou cloud computing refere-se à utilização de recursos computacionais de forma descentralizada. No padrão atual as empresas rodam as suas aplicações e os seus bancos de dados num data center (ou centro de dados) institucional. Além disso, a infra-estrutura computacional (servidores e rede local) e upgrades (atualizações de software e hardware) ficam, respectivamente, sob o domínio da empresa e por conta da empresa. Na cloud computing a idéia é fazer com as empresas rodem as suas aplicações sem que elas tenham data centers ou servidores locais; até mesmo as aplicações institucionais estariam sendo acessadas remotamente, tal como uma página da internet. Os benefícios que as organizações teriam com isso seriam: enxugamento de pessoal e redução de custos por não terem que ter profissionais gerenciando a infra-estrutura computacional, máquinas mais escalonáveis a menos custo, menos gastos com energia elétrica, menos espaço devido a não existência de um data center local, maior disponibilidade de dados (interessante principalmente para empresas que tem ou quer abrir filiais), etc. Para resumir os benefícios, poder-se-ia dizer que uma empresa não precisaria mais se preocupar com infra-estrutura computacional porque a organização estaria terceirizando esse serviço com o conceito de nuvens.
A Microsoft, de olho nisso, anunciou recentemente que irá lançar um novo Windows que irá trabalhar com essa tecnologia: o Windows for the cloud ou Windows para a nuvem. Esse Windows será utilizado sem que ele esteja instalado na máquina cliente. Um conceito bem diferente porque o sistema operacional normalmente fica instalado no PC em que é utilizado. O Windows for the cloud seria acessado por uma máquina local (tipo um terminal-burro) por meio da internet em um servidor onde ele estaria instalado. Assim, uma pessoa conseguiria acessar o seu sistema operacional de qualquer lugar com qualquer máquina com acesso à web.
Os pontos negativos da computação em nuvem e que gera desconfiança aos profissionais de TI seriam: os dados e aplicações não estariam mais sobre o controle da empresa por serem acessados remotamente como serviços, haveria maiores riscos à segurança de dados institucionais porque eles trafegariam pela internet e estariam em local externo à segurança física da empresa, a latência da rede poderia não ser satisfatória prejudicando o acesso a aplicativos, item crucial principalmente para acessos a bancos de dados que plenamente a exigem, a disponibilidade poderia ser afetada em dados momentos por interrupções de acesso (uma pane de uma empresa de telefonia – tal como a pane da Telefônica – ou provedor de acesso, por exemplo), etc.
Mas, como tendência é sempre tendência e muita gente está pensando seriamente em implementar isso, fiquemos a par para, na hora em que alguém vier nos mostrar a mais nova maravilha do mundo, termos um pouco de otimismo e ceticismo a oferecer para se pensar melhor se realmente essa tecnologia vale a pena para o caso em que se estuda implementá-la.
O Linux, como já é sabido por alguns, é um sistema operacional que foi desenvolvido para ser utilizado e aperfeiçoado livremente e amplamente por uma comunidade ativa de usuários espalhados pelo globo. No começo de sua chegada ao público, muito pouco foram os que o utilizaram por questão de apego ao sistema operacional Windows e por temer-se pela dificuldade e pela instabilidade que encontrariam ao utilizar um sistema que, naquela época, era pouco conhecido e confiável. O tempo passou, o número de usuários começou a aumentar junto com a popularidade do sistema, as vantagens oferecidas pelo Linux começaram a ficar mais atraentes, mais softwares aplicativos para o sistema e inúmeras versões começaram a surgir, a confiança “no pingüim” começou a aumentar, e por aí foi ... . Atualmente, um novo cenário se desenha para o sistema operacional de código aberto que, alem de já representar 20% do mercado de usuários de computador, ganha cada vez mais força na utilização em órgãos públicos
Nas eleições desse ano, por exemplo, o Linux foi implantado em todas as urnas eletrônicas utilizadas no país (480.000 urnas) como alternativa aos sistemas VirtuoOS e Windows CE (veja a figura abaixo). Além da vantagem de deixar de pagar licenças no uso de softwares, economizando assim muito dinheiro que se gastava com isso, a Justiça Eleitoral tornou-se mais transparente porque, por ser o Linux um sistema de código aberto, a apuração do código do sistema das urnas, para demonstrar que não houve fraude, passou a ser total (100%); o que não era feito com os softwares licenciados por terem código proprietário fechado (?%). Outra vantagem é, por mais especulativo que pareça, que o Linux é mais seguro e robusto nos processos eletivos eleitorais do que os seus concorrentes (leia mais aqui).
O Banco do Brasil também está mudando para o Linux. Desde setembro e até o final de 2009, se passarem da fase de teste, todos os caixas eletrônicos estarão rodando o Sistema Operacional Ubuntu. Os motivos serão, além da já conhecida economia com pagamentos de licenças, que o Banco do Brasil terá mais autonomia para modificar o software como melhor lhe aprouver no momento que achar mais adequado (vantagem de um sistema de código aberto) contribuindo, assim, para a modernização dos softwares dos caixas eletrônicos.
Outro caso de utilização do sistema operacional Linux é o caso do Acessa SP. O Acessa SP é um programa de inclusão digital criado pelo Governo do Estado de São Paulo em, por enquanto, 448 municípios com quase 1,5 milhões de usuários cadastrados e com cerca de 33 milhões de atendimentos realizados. Está em funcionamento desde o ano 2000 e graças ao Sistema Operacional Ubuntu o programa está “de vento em popa”. Essa versão do Linux, além de ter possibilitado gratuidade de uso aos paulistas por meio dos milhares de computadores que o utilizam, permite que o programa desenvolva melhoria nas suas versões. Implicitamente, o Acessa SP leva a experiência do uso de uma distribuição Linux a milhões de usuários de computador que freqüentam os seus postos.
A força do sistema operacional do pingüim, como se pôde perceber, está longe de ser subestimada.
Domingo é dia de eleição nos municípios do Brasil. Mais uma vez o munícipe brasileiro poderá exercer a sua cidadania ao votar no candidato em que ele mais confia para atuar da melhor forma na cidade onde seu domicílio eleitoral está instituído. Até aí o nosso país se assemelha a vários outros países onde a democracia é exercida por meio do voto direto. A diferença é encontrada quando é levada em consideração a forma como os brasileiros votam e apuram os votos contabilizados. É nesse ponto que se ressalta a importância da urna eletrônica eleitoral.
A urna eletrônica é um computador (hardware + software) com entrada para componentes, posteriormente descritos, tais como: flash card, disquete, bobina de papel, bateria externa e fone de ouvido. Há, ainda, outros itens ou características que perfazem a sua estrutura como entrada para chave liga/desliga, teclado com dizeres em braile e micro-terminal.
A flash card é uma unidade de armazenamento (um pequeno disco rígido) existentes nos seguintes tipos:
Flash card interna: acessada somente por técnicos próprios ou designados pela Justiça Eleitoral, pois fica dentro da urna eletrônica. Nessa flash card são instalados o sistema operacional da urna, o software aplicativo e o banco de dados contendo dados dos eleitores da seção eleitoral onde a urna será utilizada.
Flash card de carga: Utilizado por técnicos de urna em etapas anteriores às eleições para treinamento dos eleitores e mesários e para instalação de dados referentes ao 1° ou 2° turno das eleições.
Flash card de votação: Unidade de armazenamento que ficará na urna durante o momento da votação. Essa flash card contém dados dos candidatos e armazena os votos dos eleitores. Abaixo, segue uma ilustração de uma flah card.(...)
O disquete é um item crucial no dia da eleição porque nele serão registrado todos os votos contabilizados pela urna e a partir dele será feita a apuração dos votos. Funciona da seguinte maneira: O presidente da seção, ao final do período de votação (um pouco além das 17:00), irá retirar o disquete e encaminhá-lo, juntamente com a urna e outros documentos e itens, para o cartório eleitoral. Ao chegar lá, um funcionário da zona eleitoral irá pegar esse disquete para levá-lo a um servidor onde todos os disquetes daquele município serão inseridos e, eletronicamente, possibilitará a somatória de todos os votos de todas as seções da zona eleitoral. Na ilustração abaixo se pode ver o drive (compartimento de entrada) onde o disquete fica inserido. (...)
A bobina de papel é responsável por permitir a saída de dados impressos da urna e garantir a transparência das eleições. Ela fica armazenada na parte traseira da urna e é utilizada da seguinte maneira no dia da eleição: Um pouco antes das 8 horas do domingo (início da votação) os mesários precisam imprimir a zerésima que é um documento que comprova que todos os candidatos daquela seção não têm algum voto contabilizado e de que a urna não foi fraudada antes de chegar à seção. À tarde, os mesários precisam imprimir os boletins de urna que mostram o número de votos de cada candidato para aquela seção. Eis a importância da bobina de papel. Na figura a seguir pode se ver o local onde ela está localizada.
A bobina de papel é responsável por permitir a saída de dados impressos da urna e garantir a transparência das eleições. Ela fica armazenada na parte traseira da urna e é utilizada da seguinte maneira no dia da eleição: Um pouco antes das 8 horas do domingo (início da votação) os mesários precisam imprimir a zerésima que é um documento que comprova que todos os candidatos daquela seção não têm algum voto contabilizado e de que a urna não foi fraudada antes de chegar à seção. À tarde, os mesários precisam imprimir os boletins de urna que mostram o número de votos de cada candidato para aquela seção. Eis a importância da bobina de papel. Na figura a seguir pode se ver o local onde ela está localizada.
Outro item, talvez pouco questionado, mas igualmente importante é a bateria interna. Ela permite que a urna continue operando sem a utilização de energia elétrica por aproximadamente 12 horas, porém, é recomendado ao presidente da seção, em caso de falta de energia elétrica AC (corrente alternada), que o cartório eleitoral seja avisado imediatamente para resolver o problema de falta de energia.
Na urna eletrônica há, também, entrada para fone de ouvido que permite acessibilidade aos deficientes visuais. Além disso, a urna conta com dizeres em braile para todas as suas teclas. Veja as figuras abaixo. (...)
Pode-se ver, na figura a seguir, a chave onde se liga e desliga a urna eletrônica eleitoral. Pode-se ver, também, 4 LEDs (sinalizadores luminosos) que indicam, da esquerda para a direita, respectivamente, o funcionamento da fonte elétrica AC, o funcionamento de uma bateria externa (na falta de fonte elétrica AC), a carga da bateria em forma plena e estado crítico do funcionamento da bateria (nesse caso outra bateria deve ser providenciada imediatamente).
Por fim, tem-se o micro-terminal. Ele é utilizado nas eleições pelo presidente de seção para inserir o número do titulo de eleitor e possibilita a liberação individual e única para cada eleitor da secão, isso porque, se ao digitar o número do título de eleitor não aparecer o nome do eleitor no micro-terminal, significa que o eleitor vota em outra seção impossibilitando que ele vote numa seção que não seja a dele. Nesse caso, será apresentada no visor a possibilidade do eleitor justificar o seu voto, visto que ele não pertence àquela seção. O micro-terminal permite, também, controlar numericamente a quantidade de eleitores que votaram e saber quantos faltam para votar, encerrar a urna eletrônica a partir das 17 horas, etc. Abaixo se pode ver o micro-terminal; os três LEDs, de cima para baixo, indicam, respectivamente, que a fonte elétrica AC não está em funcionamento e que foi acionada a bateria interna, que o terminal do eleitor está sendo utilizado por ele (ele está votando) e que o terminal do eleitor já está liberado para o próximo eleitor.
A urna eletrônica já está presente nas nossas eleições há mais de 10 anos demonstrando nesse período a eficiência na contagem dos votos e dando-nos os resultados em poucas horas após o término do horário de votação. Nisso que surge a importância de conhecermos sobre esse dispositivo que rege a nossa atual forma de proporcionar a democracia pelo direito do voto. Tenha uma ótima semana, uma ótima eleição e até a próxima postagem.
O ano de 2008 está sendo o ano em que navegadores (ou browsers) disputam com afinco pela preferência do internauta.
No primeiro semestre, enquanto o Internet Explorer “reinava” tranqüilamente, o Firefox e o Opera já estavam se preparando para lançarem as sua novas versões e, a partir disso, começarem uma grande “guerra” entre browsers que se estende até o presente momento e que promete se estender, pelo menos, até o final desse ano.
Poderíamos dizer que o ponto inicial da guerra começou com o lançamento do Firefox 3 que trouxe novidades bem atrativas para os usuários de browsers como: agregador de Add-ons, mais segurança na navegação, menor consumo de memória, a incrível barra de navegação, etc. O Opera também cresceu na sua versão 9.5 com mais segurança, a incrível barra de navegação com mais potencialidades do que no Firefox e outros recursos inovadores. No final de agosto, o Safari 4, em sua versão beta, também foi disponibilizado, trazendo mais novidades técnicas ou internas do que novidades aparentes ou recursos de usabilidade. As novidades foram: compatibilidade com HTML 5, aprimoramento para o uso com Ajax nas aplicações para internet, ferramenta de otimização para execução de códigos em Java Script, etc.
Enfim, até o final de agosto a “guerra” encontrava-se em andamento entre os browsers até que, no início de setembro, assim como – numa comparação pouco convencional – os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial com a bomba atômica em 6 de agosto de 1945 em Hiroshima, a Google entrou na “Guerra dos Browsers” com o Google Chrome em 2 de setembro de 2008. O efeito foi devastador (diferentemente do que ocorreu em Hiroshima e Nagasaki, porém, num outro aspecto, de forma parecida) de forma mais direta para os browsers Opera e Safari uma vez que, em dois dias, perderam colocação para o Chrome que assumiu a terceira posição no uso de navegadores estando atrás apenas do Firefox e do Internet Explorer.
O nome Chrome (em português: cromo ou crômio ou do grego “chroma” que quer dizer cor) refere-se a um elemento químico encontrado entre os metais do grupo 6 da tabela periódica. Apresenta propriedade brilhante, é utilizado em processos de coloração e metalurgia e tem alto grau de dureza. Talvez, nas entrelinhas, a Google queira dizer que o navegador seja robusto, eficiente frente aos seus concorrentes e ao mesmo tempo bonito com uma interface gráfica elegante. Na verdade o navegador é bem leve e consome bem poucos recursos computacionais com ótima atuação para interpretar códigos em Java Script, possui uma aparência bem leve e intuitiva simplificando o contato com o usuário, possui um gerenciador de tarefas para o navegador (onde mostra a performance de memória, CPU e rede) e um gerador de estatísticas; utiliza a barra de navegação como mecanismo de busca da Google, trabalha com abas que podem ser arrastadas de um lado ao outro da janela ou tiradas de um grupo de abas para serem janelas, ou janelas que podem ser incorporadas como abas em outra janela diminuindo o número de janelas abertas.
Uma das novidades é a janela anônima que permite navegar sem que cookies, senhas, dados de formulários ou históricos sejam salvos pelo navegador dando maior privacidade ao usuário. No lado oposto, ou seja, entre os contras do navegador, pode-se citar a falta de elementos na janela como a barra (ou cortina) de opções de url, a falta de um adicionador de add-ons (complementos), a falta de uma cortina de opções para gerenciar abas abertas que se tornam ilegíveis na janela quando em grande quantidade, a falta de opções para retornar e avançar dentro de uma aba conforme navegamos em diferentes links, entre outras.
Ainda esse mês está por vir a versão 3.1 do Firefox para tornar mais “apimentada” a “Guerra” entre browsers, sem contar que o Internet Explorer 8 será lançado ainda esse ano e que o Chrome é apenas uma versão beta que terá novas melhorias a serem implementadas. Conclusão: o marasmo entre os navegadores ainda está longe de ocorrer.
Ocorreu no dia 21 de agosto em São Francisco (Estados Unidos) o Intel Developer Forum (IDF) 2008 para discutir as novas tendências tecnológicas dos próximos 40 anos. O Janela Tecnológica aborda, logo abaixo, essas novas tendências futuristas:
Dados via fótons: Fótons são partículas eletromagnéticas mediadoras muito pequenas que conseguem alcançar altíssimas velocidades. A Intel acredita que, em 40 anos, os dados trafegarão por meio dessas partículas alcançando picos gigantescos de transferência.
Energia elétrica pelo ar: Hoje em dia é muito comum a transferência de dados digitais sem a utilização de fios. Exemplo disso são as transferências via rede 3G, wi-fi, wimax, bluetooth e afins. O que é impressionante, conforme demonstrado no IDF 2008, é que a energia elétrica também pode ser transmitida sem a utilização de fios. Com o aparecimento dessa tecnologia, os aparelhos eletrônicos poderão ser abastecidos sem estar conectados a tomadas, e baterias poderiam ser recarregadas de forma semelhante. O avanço dessa tecnologia permitiria montar circuitos independentes, sem fiação, e daria mobilidade elétrica aos eletrodomésticos.
Robôs muito mais inteligentes: Osrobôs existentes ainda não alcançaram a maturidade necessária para se assemelharem a seres humanos. A Intel acredita que dentro das próximas 4 décadas os robôs poderão ser mais inteligentes que seres humanos e serão muito mais independentes para tomar certas decisões.
“Força do pensamento”: Pois é, esse termo fará muito mais sentido no futuro. No IDF 2008 foi demonstrado que é realmente possível controlar alguma coisa – no caso um computador – utilizando somente a força do pensamento. Para tanto se utiliza um capacete que lê as ondas cerebrais e as transmite em forma de comando para o computador permitindo a execução de ações computacionais.
Material programável e mutação de objetos: Imagine um objeto feito de minúsculos componentes que poderiam ser rearranjados de forma que pudesse alterar o seu tamanho, cor e forma. Essa inovação também foi apresentada no IDF 2008 e poderá estar no mercado dentro dos próximos 40 anos, resultado dos avanços da nanotecnologia.
Realmente é notável o avanço tecnológico que está acontecendo. Uma grande Revolução Tecnológica, se já não está ocorrendo, ocorrerá ainda nesse século. A criatividade e a capacidade humana estão sendo demonstradas, por meio de aparatos tecnológicos, e o resultado disso poderá modificar substancialmente a forma como interagimos com o mundo.