domingo, 31 de outubro de 2010

Certificado Digital - A sua Identidade na Rede


O processo de virtualização de documentos e transações virtuais que exigem autenticação são práticas cada vez menos inevitáveis. Atuação em processos virtuais, acesso a registros sigilosos da Receita Federal, emissão de procurações eletronicamente, autenticação de sites, envio de documentos a órgãos judiciais pela Internet, certificação de notas fiscais eletrônicas, participação em compras públicas por meio de Pregão Eletrônico, validação jurídica a documentos eletrônicos e possibilidade de uso do CPF e CNPJ por meio da Internet são alguns exemplos factíveis que a certificação digital possibilita.

Atualmente quando se precisa comprovar a identidade de um cidadão, um documento com foto torna-se necessário (hoje, no Brasil, por exemplo, quem foi votar precisou identificar-se com um documento com foto. O próprio título de eleitor tornou-se dispensável por não comprovar autenticidade). Em outra situação, um documento passa a ser válido somente mediante assinatura.

A assinatura presencial em documentos físicos é prática corriqueira, mas se houver a necessidade de enviar um documento assinado a um local distante daquele em que se está, o que fazer? A ideia mais comum seria imprimir o documento, assiná-lo, procurar um meio confiável para enviar ao destinátário e aguardar o documento chegar ao destino. A ideia do certificado digital garantiria que isto pudesse ser feito perfeitamente por meio da Internet. O certificado digital é a comprovação eletrônica de que o internauta é realmente quem diz ser e um site é realmente autêntico (hoje em dia é muito comum pessoas serem vítimas de criminosos virtuais que redirecionam acessos de clientes para sites bancários falsificados). Um certificado digital possui uma assinatura digital que é elaborada por meio de criptografia (para saber mais, leia esta postagem). A criptografia garante segurança e confiabilidade à assinatura digital, esta é parte integrante do certificado digital.

Para se obter um certificado digital deve-se recorrer a um “cartório” certificador, conhecido como autoridade certificadora (AC). As ACs emitem certificados digitais que precisam ser renovados após um período transcorrido de uso. Atualmente, as principais ACs aqui no Brasil são: Serpro, Caixa Econômica Federal, Serasa, Receita Federal, Certsign, Imprensa Oficial, Autoridade Certificadora da Presidência da República (ACPR) e a Casa da Moeda do Brasil. Nos links das figuras abaixo é possível obter mais informações sobre planos de certificados digitais.







terça-feira, 12 de outubro de 2010

QR Code: O Código de Barra Bidimensional


A imagem acima representa um código de barra de duas dimensões (2D), conhecido popularmente como QR code. Um QR code (ou código de resposta rápida – QR significa Quick Response) é uma forma de obter informações a partir da leitura desses códigos utilizando dispositivos móveis com câmera e acesso à Internet como, por exemplo, um smartphone ou celular. Esses códigos conseguem armazenar URLs (Uniforme Resource Locators, conhecidos como endereços da Internet, tal como www.janelatecnologica.blogspot.com), textos, dados, etc.

O código QR acima, por exemplo, armazena o link para este blog e pode ser utilizado da seguinte forma:

Primeiramente o celular ou smartphone com câmera precisará ter instalado um programa que faça o reconhecimento do código bidimensional. Para isso, acesse www.i-nigma.mobi pelo navegador do seu dispositivo e instale o aplicativo proposto ou instale outro que tenha a mesma função. Ao concluir o procedimento anterior, abra o aplicativo e direcione a câmera do seu celular para a imagem acima. O QR code será reconhecido e redirecionará o navegador do seu celular para a home deste blog. Talvez você se pergunte: Preciso imprimir o código para fazer a leitura? A resposta é não. Seja impresso ou na tela, em tamanho pequeno, médio ou grande, o código é facilmente reconhecido sem maiores exigências, inclusive, sem a necessidade de hardware especial, o que não é possível em relação aos códigos de barra comuns que requerem leitores especiais.

No Japão essa tecnologia encontra-se difundida fazendo com que as pessoas obtenham maiores informações de determinadas coisas por meio do dispositivo móvel. Um dos principais motivos para a massificação dos códigos 2D em terras nipônicas é o fato de a velocidade da banda-larga não ser um problema por lá, o que não é plenamente uma verdade por aqui. Cabe mencionar ainda que o QR code é um padrão japonês de código de barra 2D correspondente ao padrão internacional ISO/IEC 18004 e que existem outros padrões não contemplados pela norma.

Muitas aplicações poderiam ser desenvolvidas a partir dos códigos de barra bidimensionais. Imagine, por exemplo, que você esteja assistindo futebol e apareça no canto do monitor um QR code. Ao direcionar o seu smartphone para o código na tela você poderia saber facilmente a pontuação dos times, os próximos confrontos e outras informações pertinentes ao jogo. Poderia apontar para um cartaz ou produto de uma vitrine e rapidamente “puxar” para o dispositivo móvel as informações sem ter que parar para analisá-las no local onde elas se encontram. Poderia ter um adesivo no celular com o código 2D que, quando lido, trasmitisse para o celular leitor os dados de contato, inexigindo-se assim a inclusão manual. Poderia preencher um formulário inteiro – sim, com letras também – ao invés de apenas um ou uma sequência de campos numéricos, capacidade esta inerente aos leitores unidimensionais.

Essa é mais uma nova alternativa – cabe lembrar também a existência do RFID – contribuinte para que os códigos de barra 1D tornem-se cada vez menos atraentes.


domingo, 26 de setembro de 2010

Ética na Internet – Mensageiros Instantâneos


O uso de mensageiros instântaneos é uma prática comum que já está incorporada à vida das pessoas que utilizam a Internet como ferramenta do cotidiano. Os mensageiros instantâneos (MSN, Skype, Yahoo Messenger, Google Talk e outras ferramentas de bate-papo) são ótimos mecanismos de comunicação e são indispensáveis àqueles que a procuram de forma barata, simplificada e em tempo real.

Para que serve “todo mundo” já sabe; usar com ética, bem ... , isso é outra história que passaremos a discutir. (...)

Primeiro devemos raciocionar da seguinte maneira: Qual é a sua pretensão quando abre o comunicador? Como você quer ser percebido pelos seus contatos? Essa impressão você irá transmitir basicamente por meio dos ‘status’.

Disponível: Isso indica que qualquer pessoa poderá começar a conversar contigo. O erro mais comum em utilizar esse ‘status’ indevidamente reside em não responder dentro de um tempo razoável àqueles que estabelecem comunicação. Deixar seus ‘status’ no disponível e não responder equivale a ignorar alguém que quer falar contigo.

Ocupado: Bem ... , ocupado é o contrário de disponível. Quem está ocupado não pode ou não quer que estabeleçam contato com ele, ou porque está conversando com alguém e não quer conversar com outra pessoa, ou porque está esperando alguém entrar para conversar e não pretende “dialogar” com os que estão disponíveis ou porque está envolvido em uma tarefa e não quer ser interrompido. Respeitar os ‘ocupados’ é regra de etiqueta virtual. Se por acaso quiser conversar com alguém que está com o ‘status’ ‘ocupado’, deixe um recado nesse sentido (por exemplo: “Assim que puder, preciso falar com você”).

Ausente: A resposta está no termo, ou seja, é para aquela situação em que você precisa sair com o intuito de voltar dentro de algum tempo. Não se deve usar ‘ausente’ para casos em que se pretende ficar ausente por horas. Dessa maneira, opte por fechar o comunicador. A ideia do recado – mencionado no item anterior – também se aplica a este tópico.

Invisível: Invisível é a tradução que estabeleceram para offline que significa desconectado, porém o que ocorre, por exemplo no MSN, é que a pessoa não fica desconectada, e sim escondida. Esse é o ‘status’ clássico do bisbilhoteiro (aquele que não quer que saibam que ele está presente, no entanto, fica a observar os que estão). Esse ‘status’ é, no mínimo, mais aético que os demais pelo que já foi dito e porque algumas pessoas atrevem-se a conversar estando escondidas e negando o direito a quem está visível de conversar de “igual para igual”.

Além das características dos ‘status’ que é a “pré-conversa”, há a conversa em si. Para não me alongar nisso que é inerente a cada um, basta lembrar que é uma conversa como outra qualquer e deve haver a mesma postura que se estabelece no mundo real, a diferença é que os comunicadores têm algumas características adicionais que devem ser usadas com inteligência. Por exemplo, se estiver conversando com o chefe ou com pessoas que exigem posturas mais sérias, evite escrever muitas palavras abreviadas ou ficar enviando dezenas de emoticons (carinhas). No mais, avise as pessoas com as quais estiver conversando quando não puder prolongar a conversa ou quando for sair do comunicador (finalizamos as nossas conversas no mundo real, não é mesmo? Ou você é do tipo que começa uma conversa, termina sem pontuá-la e sai sem avisar o seu interlocuto deixando-o com cara de interrogação?). Por último, gostaria de frisar que opções como bloquear e excluir desgastam ou encerram vínculos virtuais, por isso, pense bem antes de utilizá-las.

Essas foram algumas poucas dicas para se estabelecer novas relações virtuais e para fortalecer as já existentes, afinal, os bons valores sociais devem ser incorporados também ao cotidiano virtual.


domingo, 12 de setembro de 2010

Tuitar é Preciso?

Pode-se dizer que, para quem está na maior parte do tempo conectado, duas sociedades imperam: a sociedade real e a virtual. A tendência favorece o aumento das relações na sociedade virtual em detrimento às relações antes vividas apenas na vida real. Hoje fazemos compras, namoramos, estudamos, aprendemos, relacionamo-nos, mantemo-nos informados, comunicamo-nos e realizamos várias outras atividades principalmente por meio da Internet ou utilizando recursos telefônicos (voz, SMS, MMS, envio de arquivos, etc). O que antes exigia presencialmente discussão, conversa e um contato “olho-a-olho”, hoje pode ser feito à distância.

O Twitter, uma das redes sociais mais utilizadas no mundo, cumpre contemporâneamente o papel de tornar público aquelas conversas, idéias, recados e impressões que antes ficavam restritas às “rodas de bate-papo”. O tempo atual tornou-se curto para tantas atividades desempenhadas que, para saber como fulano está, com quem está se relacionando frequentemente e o que anda pensando, precisamos telefonar para ele, ver seus status nas redes sociais ou acessar o perfil do tal no Twitter (isto também permite que alguém seja mais profundamente conhecido por outras pessoas que não participam cotidianamente do seu círculo social).

Naturalmente, muitos utilizam a ferramenta para divulgar notícias, eventos, promoções, para finalidades egocêntricas ou para se manter informado quanto ao que se está mais sendo “falado” nas metrópoles, países ou no planeta. Pesquisas demonstraram que a maioria dos que tem um perfil no Twitter pouco “tuitam” atendo-se à utilização do microblog para se manter informado; dos que “tuitam” exageradamente, nota-se cada vez mais frases irrelevantes com nuances de spam.

O Twitter representa hoje uma gigantesca teia, sem limites físicos, interligada por pessoas – cada uma com sua personalidade – utilizando o microblog como um lugar comum, onde aflora o intelecto particular em textos de 140 caracteres.

E você, o que gosta de fazer no Twitter? Ele é imprescindível para o seu dia-a-dia? O que o torna importante para você?