quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Windows 7 – Ter ou Não Ter?


O lançamento mais esperado deste mês (alguns ousam em dizer do ano) na área de informática é, indiscutivelmente, o lançamento do novo sistema operacional da Microsoft: o Windows 7.

Desde o começo de 2009, ele passou a ser apresentado aos poucos em versões beta, release candidate e, atualmente, está na versão Enterprise, que pode ser baixada e utilizada gratuitamente por até 90 dias (para baixá-la, clique aqui) e será, muito provavelmente, a última versão a ser disponibilizada antes que a versão final do Windows 7 entre no mercado. A data para distribuição da versão oficial está prevista para o dia 22 de outubro.

O Windows Seven parece ser a grande promessa da Microsoft para parar com o “burburinho” em torno do insucesso do Windows Vista cumulado com a extinção do Windows XP – considerado até o presente momento como o melhor sistema operacional já desenvolvido pela empresa criada por Bill Gates. Em momento anterior, neste blog, foram elencadas algumas razões que demonstram a missão do Windows 7 e o desestímulo à aposentadoria do Windows XP (...)

O novo sistema operacional da Microsoft – pelo que se pôde perceber entre a comunidade de usuários que utilizaram as versões já lançadas – está sendo bem aceito e virá num momento importantíssimo para que a empresa não perca a confiança dos seus usuários fiéis e para que não deixe de recepcionar novos usuários que, cada vez mais, ouvem falar em software livre e soluções Linux, Apple e seus produtos concorrentes (MAC OS e o Snow Leopard são bons exemplos) e, em menor grau, em sistemas UNIX.

A Microsoft está sendo oportunista ao aproveitar o que deu certo no Windows Vista (novidades, aparência e segurança) e o que já estava certo no Windows XP (estabilidade, compatibilidade e robustez) para aplicar no Windows 7; na verdade era o que ela deveria ter feito no Windows Vista, só que o fascínio estético daquela versão obscureceu a visão dos Engenheiros e Arquitetos da Microsoft a ponto de esquecerem de implementar o que era realmente importante para os bons usuários: a eficiência operacional do sistema utilizando poucos recursos de máquina sem perder o glamour na interface, uma exigência dos tempos modernos.

Com isso, tendo em vista o que já foi dito anteriormente, podemos finalmente dissecar o Windows 7 e saber se realmente vale a pena tê-lo. Para isso, antes de analisar os fatores técnicos, cabe aqui algumas considerações que poderão implicar a sua decisão:

1. Se você utiliza o Windows XP e não migrou para o Windows Vista porque o achava instável e cheio de problemas não sendo um sistema operacional que você gostaria de ter, é interessante que você migre para o Windows 7 porque as reclamações em relação a ele são mínimas e, principalmente porque, no Windows 7, haverá um recurso chamado XPM (XP Mode) que emula fielmente o Windows XP na nova plataforma, ou seja, as incompatibilidades que você poderia ter por falta do XP ou por utilizar o Vista muito provavelmente não ocorrerão no Seven.

2. Se você utiliza o Vista, as razões são inúmeras para que você migre para o Seven, desde questões de compatibilidade, passando por novas funcionalidades e terminando em soluções de gerenciamento mais eficientes.

3. Se você não possui uma configuração de, no mínimo, 1 GB de memória RAM (para plataforma x86 – 32 bits. Para plataformas x64 – 64 bits – são necessários 2 GB), um processador de, no mínimo, 1 GHz, espaço em disco de, no mínimo, 15 GB (para plataforma x86; para plataforma x64 são necessários 20 GB), uma placa de vídeo de, no mínimo, 128 MB com suporte para gráficos Directx 9 e meio de instalação via USB ou leitor de DVD, não será recomendado que você instale o sistema operacional antes de realizar um upgrade na sua máquina.

Posto isso, vamos às características que muito provavelmente estarão ou deixarão de estar no Windows Seven:

1. Se você gostava do Live Essentials (o qual possui os aplicativos Windows Mail, Windows Movie Maker e Windows Live Photo Gallery) pode ser que você tenha que esquecê-los e procurar soluções alternativas para utilizar no Windows 7. A versão Enterprise aboliu essas ferramentas sinalizando que possivelmente a versão final as abolirá também.

2. Muitos drivers e codecs serão nativos do sistema evitando que o usuário tenha que baixá-los e instalá-los. Isso para que o sistema operacional funcione em harmonia com dispositivos de hardware, softwares e arquivos já existentes.

3. A instalação do sistema operacional está bem fácil, intuitiva e rápida.

4. O novo sistema operacional é compatível com os aplicativos que rodam no Windows XP e no Windows Vista.

5. O gerenciamento das estações de trabalho ficará facilitado por meio da utilização de um monitor de erros que estará presente no desktop.

6. A forma de gerenciamento de usuários será otimizada quanto à política de realização de ações sobre arquivos e pastas.

7. O sistema contará com um recuperador de dados e estados do sistema, o DaRT (Diagnostic and Recovery Toolset) que facilitará monitorar e resolver problemas em arquivos, redes ou sistema.

8. A segurança terá maiores recursos, entre eles, de criptografia.

9. A barra de tarefas está transformada com uma aparência e alternativas mais eficientes e práticas, entre outras novidades...

Esse post foi escrito especialmente para os usuários do Windows – comparando a versão a ser lançada com as versões anteriores – para entusiastas que querem saber mais a respeito do Windows 7 ou para usuários que querem ficar por dentro do mais novo lançamento da Microsoft antes de efetivamente o instalar. Para usuários de outros sistemas operacionais, pode ser que seja interessante acompanhar as melhorias e novas versões do sistema que está utilizando ou procurar comparativos entre o seu sistema operacional e o Windows Seven. Cabe frisar, nesta oportunidade, que aqui não está explícito que o Windows 7 é melhor que outros sistemas operacionais ou que outros sistemas operacionais são melhores que o Windows Seven, isso vai depender bastante do tipo de funcionalidade e recursos inerentes a cada usuário ou empresa. O que está sendo dito aqui é que a maturidade do Windows Seven parece ser maior em relação às versões anteriores e que, embora o Windows XP até o presente momento seja a melhor versão, ele já clama pela sua aposentadoria que deveria ter se dado no lançamento do Windows Vista. Outra observação a ser encarada é que novos lançamentos de fabricantes de dispositivos e softwares talvez não pensem em compatibilidade dos seus produtos em relação ao XP.

Com isso, ficam aqui as impressões a serem consideradas antes do lançamento do Windows 7 e o compromisso de, daqui há alguns meses, depois de passar esse clima de expectativas, voltar-se a falar neste blog dos sucessos ou fracassos desse mais novo produto.


domingo, 30 de agosto de 2009

VoIP – Um Novo Caminho para a Voz

Comunicação é uma via obrigatória em qualquer ambiente; facilitá-la é a garantia de que soluções sejam elaboradas em menos tempo; gerar soluções em menos tempo significa aumentar a eficiência; ser mais eficiente significa estar mais preparado e os mais preparados são os mais competitivos e com maiores chances de sucesso...

Para a Mestre em Educação, Ângela dos Santos Oshiro (2007, p. 70):

Comunicação é chave do bom andamento de praticamente todas as atividades humanas. [...] projetos são executados por pessoas – e para que cada pessoa desempenhe o seu papel adequadamente dentro de um projeto, precisa estar consciente dos objetivos e meios pelos quais deverá realizar suas funções. A troca de informações é fundamental.

Atualmente a comunicação encontra na tecnologia um parceiro imprescindível para torná-la cada vez mais utilizada no cotidiano. Comunicar envolve a utilização de variados meios – verbais e não-verbais – e é justamente um desses meios – a fala – que aqui será discutido...

Celulares, rádios e telefones fixos são os meios mais fortemente utilizados para garantir a comunicação falada nos dias atuais. O uso e a disponibilidade desses dispositivos tornaram-se comum e indispensável, porém, com eles vieram custos que, uma vez ou outra, é posto em discussão, principalmente por organizações que desejam que a telecomunicação seja menos onerosa em seus orçamentos. Para isso, tendo em vista que empresas utilizam vias digitais para estarem conectadas à Internet, surgiu o VoIP.

O VoIP (Voz over Internet Protocol – Voz sobre IP) é uma tecnologia que permite que a comunicação, tal como nos telefones atuais, seja estabelecida por meio da Internet. As empresas podem adaptar os recursos de rede que já possuem e integrá-las a um telefone VoIP reduzindo substancialmente o custo com telefonia. Outras vantagens são:

1. Acesso em qualquer lugar do planeta.

2. Ligação direta com o PABX ou em aparelhos telefônicos.

3. Qualidade de voz.

Características menos positivas, porém, devem ser analisadas:

1. Um telefone VoIP utiliza a infraestrutura da Internet; se a Internet parar, para o telefone.

2. Ao contrário da telefonia fixa, o dispositivo VoIP para de funcionar quando falta energia.

3. É necessário contratar um provedor de serviços VoIP para se interligar a rede de telefonia pública.

Assim, é interessante que empresas analisem a mais essa possibilidade. Realizar estudos a fim de saber se a tecnologia em questão pode ser viável pode ser interessante para, talvez, permitir que instituições tenham vantagens sem perder a qualidade e operacionalidade de seus serviços.


Referência:

OSHIRO, Ângela dos Santos. Gerência de Projetos. Vila Velha: p.70. 2007.


domingo, 16 de agosto de 2009

O Deficiente Visual e a Informática

A informática nos dias de hoje é item indispensável para que as pessoas físicas, jurídicas e o governo possam interagir em sociedade. São inegáveis as melhorias que essa ciência causou na forma como instituições e pessoas (B2C, B2E), instituições e instituições (B2B), instituições e o governo (B2G), pessoas e o governo (G2C), pessoas e pessoas (C2C) e governo e o governo (G2G) têm se relacionado.

Por alcançar tão vasta amplitude que se faz necessário todos os componentes sociais entenderem o seu funcionamento a fim de exercerem cidadania ou papéis sociais. Baggio (2000, p.16-21) ao referir-se a isso diz:

Assim, o mundo da tecnologia também se configura como uma forma de inclusão social. A aprendizagem da informática e o acesso às novas linguagens de comunicação e informação não só possibilitam oportunidades econômicas, de geração de renda, como também representam um importante capital social. A informática também representa uma atração irresistível para os jovens que vivem em comunidades pobres. Aliada ao aprendizado de noções de direitos humanos e ecologia, então, criam-se maiores oportunidades para as crianças e adolescentes, beneficiando, simultaneamente, as suas famílias e comunidades.

Para o deficiente visual a informática assume maior importância porque permite que ele amplie os seus horizontes independendo da ajuda constante de outras pessoas. Para isso têm-se algumas ferramentas de informática que possibilitam o dinamismo entre o deficiente visual e o computador. Abaixo segue a descrição de algumas dessas ferramentas:

Text voice speak 3: Software que se utiliza de um scanner para ler textos impressos e, a partir disso, transforma-os em arquivo de áudio que podem ser armazenado em mídia, alterado ou excluído.

Loquendo SAPI para JAWS: Torna a voz do leitor de telas JAWS menos robótica e mais limpa aos ouvidos do usuário. Possui tonalidade feminina.

Text to File: Esse software converte arquivos de texto em áudio.

Pocket Voice: Software para o dispositivo de mão pocket MS Windows que disponibiliza alguns recursos permitindo que o deficiente visual interaja com o aparelho.

Home Page Reader (HPR): Programa distribuído gratuitamente pela IBM que, além de leitor de páginas na Internet, é útil a deficientes visuais subnormais por permitir a alteração de textos na tela.

SpeechPak Talks: Funciona como um leitor de tela para celulares.

TGD Pro (Tactile Graphic Designer): Converte mapas, plantas ou fotos, utilizando uma impressora braile, em documento tateável.

TGD Workshop: É similar ao TGD Pro com o benefício de uma mesa digital que permite que desenhos possam ser feitos nela gravando-se arquivos de áudio nos pontos da imagem desenhada. Em seguida, pode-se imprimir a imagem em braile e colocar sob a mesa que irá reconhecer o desenho e associar ao arquivo de áudio feito. Com isso o deficiente visual pode ouvir as informações sobre a região da imagem a qual está em contato.

Virtual Vision: Software amplamente utilizado por deficientes visuais no Brasil que permite a leitura de tela do sistema operacional e de páginas na Internet. Possui, também, módulos de treinamento com áudio.

Dosvox: Sistema operacional desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) exclusivamente para deficientes visuais. É muito utilizado e não necessita de licença para o seu uso, pois foi desenvolvido para ser distribuído gratuitamente. Possui uma série de recursos que possibilitou e possibilita aos deficientes visuais brasileiros grandes experiências em acessibilidade.

JAWS: Software aplicativo amplamente utilizado em vários países por deficientes visuais. Funciona como leitor de tela para o sistema operacional MS Windows e como leitor de páginas da Internet.

Orca: O Orca ou Gnome-Orca é um leitor de tela para ser utilizada em distribuições Linux. No sistema operacional Ubuntu 7.04 e versões superiores ele vem nativamente instalado podendo ser habilitado a qualquer momento.


Fonte do texto:

PEDROSO, Rozenildo Rodrigues. Qualidade de Software para o Deficiente Visual Baseado em Teste Funcional. 2008. 104 fls. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Sistemas de Informação) – Academia de Ensino Superior, São Roque. 2008.

Referência:

BAGGIO, Rodrigo. A sociedade da informação e a infoexclusão. Ciência da Informação. Brasília, vol.29, no.2, p.16-21. maio/agosto. 2000. Disponível em < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-19652000000200003&script=sci_arttext&tlng=pt >. Acesso em 20/09/2008.



domingo, 19 de julho de 2009

Redes ADSL

O número de usuários de banda larga no Brasil é cada vez maior. As tecnologias para estabelecer conexão com a rede mundial de computadores possuem variedades que se adaptam aos mais diversos tipos de ambientes. Hoje contamos com usuários utilizando tecnologias pré-3G, redes WIMAX, redes Mesh, 3G, conexão via satélite, via rádio e até mesmo por meio da rede elétrica. De todas as tecnologias citadas nem uma delas possuem um uso tão intenso – aqui no Brasil – e uma popularidade tão grande, mundialmente, quanto às redes ADSL.

ADSL significa Assymmetric Digital Subscriber Line (ou Linha Digital assimétrica do Assinante), ou seja, é uma tecnologia que permite que assinantes de planos de Internet contratem uma conexão web utilizando a rede telefônica como via de dados e, ao mesmo tempo, utilizem essa mesma via para o tráfego de voz sem que uma forma não interfira na outra. Quando é mencionado que a rede telefônica pode ser utilizada como via de dados entenda que isso compreende downloads e uploads simultâneos e que a taxa de transferência (throughput) desses personagens são diferentes (por isso o termo assimétrico).

Para que isso aconteça alguns elementos são necessários e determinados procedimentos ocorrem. Primeiro é necessário que um modem seja ligado ao computador que irá estabelecer contato com a Internet [em redes que utilizam esse computador para disponibilizar conexão com a Internet aos demais PCs da LAN (Local Area Network – rede local) estes são conhecidos como Proxy]. O modem será o responsável em transmitir os dados até a central telefônica, além de MOdular e DEModular – daí o nome – o sinal transformando-o de analógico para digital e vice-versa.

Um segundo elemento não menos importante é o splitter. Ele é o responsável em permitir que uma mesma linha telefônica seja usada para transferir dados e voz simultaneamente. O splitter realiza a multiplexação por divisão de frequência (FDM – Frequency Division Multiplexing) que é a divisão da frequência, que transita na linha telefônica, em partes. Como a frequência para a transmissão de voz é baixa, a linha não é aproveitada em toda a sua capacidade, então o splitter faz com que a parte restante da frequência seja utilizada para transmitir dados (isso significa acesso à Internet – downloads e uploads) de forma simultânea e bidirecional (full duplex).

Após o sinal de voz ou dados sair da residência do usuário, o sinal irá percorrer a linha até a central telefônica onde irá encontrar outro splitter. Lá o splitter irá enviar o sinal de voz para o PSTN (Public Switched Telephone Network – Rede Pública de Telefonia Comutada) e o sinal de dados para o DSLAN (Digital Subscriber Line Access Multiplexer – Multiplexador Acessado por Linha Digital do Assinante). O PSTN é o responsável em interligar o telefone de um usuário aos demais telefones fixos ou móveis. O DSLAN é o responsável em limitar a velocidade de conexão do usuário – de acordo com o plano que ele contratou – e enviar o sinal para uma linha de alta velocidade conectada à Internet.

É dessa forma que ocorre a conexão da maioria dos brasileiros à Internet. Alguns detalhes de bastidores são:

1. Quanto mais distante uma residência estiver da central telefônica (PSTN e DSLAN, principalmente) menor será a qualidade do sinal recebido;

2. O sinal que sai da residência do usuário vai para o roteador na central telefônica, para o provedor e depois para a Internet. Tecnologicamente falando o uso do provedor é dispensável, porém, juridicamente falando, a mesma afirmação não é verdadeira. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), atualmente, obriga que os usuários brasileiros de tecnologia ADSL utilizem um provedor.

3. A função do provedor é mais de controle daquilo que o usuário faz e por onde navega do que de disponibilidade de acesso à Internet. O que o provedor realiza é forçar uma autenticação do usuário antes deste utilizar a Internet. É partindo desse príncipio que o protocolo PPPoE (Point-to-Point Protocol over Ethernet – Protocolo ponto-a-ponto sobre Ethernet – não confundir com Internet) faz sentido ao ser largamente utilizado hoje em dia de maneira que um usuário leigo não saiba que está utilizando-o. O protocolo PPPoE é o responsável em realizar a sessão e autenticação do usuário com o provedor e fornecer um IP (Internet Protocol – endereço para que um computador seja reconhecido univocamente na Internet ou em uma rede local) para navegar (essa é a razão de termos IPs dinâmicos quando, antes de utilizarmos o protocolo PPPoE, estes eram estáticos).

Como foi dito, a ADSL atualmente ostenta a posição de ser a tecnologia mais utilizada aqui no Brasil, pelo menos por enquanto, num momento em que outros meios de acesso despontam, como é o caso do 3G e provavelmente será de outras tecnologias futuras como, por exemplo, o 4G e o WIMAX .


domingo, 12 de julho de 2009

Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados

Para ter à compreensão do que é um SGBD (sistema gerenciador de banco de dados) é necessário primeiramente saber o que representa um banco de dados.

Pode-se dizer que um banco de dados é um local onde dados ou informações estão alojados de forma organizada. Uma agenda, uma lista telefônica, um dicionário pode perfeitamente ser tratado com um banco de dados pelo fato de que possui uma numerosa quantidade de informações dispostas de maneira “gerenciável”. Atualmente, na área de informática, esse conceito é utilizado para que as entradas e saídas de um programa possam ser mais bem aproveitadas utilizando-se uma estrutura que guarde organizadamente dados e informações para que eles possam ser facilmente recuperados. Um banco de dados eletrônico (conhecido tecnicamente, também, por database ou BD) utiliza conceitos de modelos lógicos, semântica de paradigmas para o desenvolvimento de interfaces, linguagem de programação estruturada (SQL – Structured Query Language) e arquitetura física de computadores.

Um SGBD é diferente de um banco de dados porque é um SGBD que provê a criação, funcionamento, regras de utilização e diretivas de um BD. Para isso um SGBD deve possuir técnicas capazes de solucionar dificuldades do mundo real e ao mesmo tempo permitir que usuários dos mais diferentes tipos consigam estabelecer feedbacks (troca de informação) com um software, inserindo dados (inputs) ou recebendo informações dos dados anteriormente inseridos (outputs).

Atualmente existem numerosas ferramentas no mercado (SGBDs) que permitem criar uma base de dados de acordo com as necessidades de um modelo de negócio. Dentre as mais conhecidas, para uma arquitetura cliente-servidor, utilizando conceitos de banco de dados relacionais, pode-se contar, dentre outras, com as seguintes: Microsoft SQL Server, Oracle, DB2, PostgreSQL, Interbase, Firebird e MySQL.

O Microsoft SQL Server é um SGBD desenvolvido para ser utilizado na plataforma Windows e pode ser utilizado em junção com a plataforma .NET de desenvolvimento de software ou com a linguagem VB da Microsoft. É uma ferramenta líder no mercado atual devido à expressividade que o Windows representa dentre usuários de sistemas operacionais.

O Oracle Database, referenciado com uma dos melhores SGBDs atuais, conta com a vantagem de ser multiplataforma (funciona dentro dos principais sistemas operacionais) e ter uma robustez confiável dentro de aplicações críticas. Conta com a linguagem de programação PL/SQL que possibilita técnicas eficazes no desenvolvimento de banco de dados.

O DB2, criado pela IBM é também multiplataforma e possui um leque de possibilidades que vem sendo implementadas desde a década de 80. Além de poder ser utilizado para desenvolvimento de aplicações utilizando conceitos de Business Intelligence, promete recursos para computação distribuída e melhorias para plataformas 64 bits. Possui uma versão Express que pode ser utilizada gratuitamente em servidores com até 2 processadores e 4GB de memória sem limite de usuários, o que diferencia essa versão das concorrentes Microsoft e Oracle que limitam as suas soluções gratuitas quanto a quantidade de usuários acessando um servidor de banco de dados.

O PostgreSQL é uma alternativa de código aberto (que pode ser melhorada por outros desenvolvedores) com ótimos recursos que permite criar base de dados utilizando as técnicas mais requeridas para esquemas relacionais. O código-fonte deste SGBD é de domínio público e o projeto sobrevive graças às doações e patrocínios de empresas de peso como a Red Hat, Skype e Sun Microsystem.

O Interbase é o banco de dados da Borland que foi desenvolvido para ser utilizado por acadêmicos e que ganhou proporções comerciais pela sua leveza, rapidez e simplicidade. È um SGBD multiplataforma e é uma opção bem quista por desenvolvedores que utilizam Delphi (da mesma fabricante do Interbase) e, apesar de ser pequeno e leve, suporta grandes bases de dados.

O Firebird também é multiplataforma e de código aberto. A sua primeira versão foi baseada no Interbase 6.0 e teve boa aceitação no Brasil, Rússia e Europa. Atualmente está na versão 2.1.2, lançada em 1° de abril de 2009.

O MySQL assume o posto de uma dos mais populares SGBDs, principalmente quando se pensa em banco de dados para a web. Tem ótima integração com a linguagem PHP, é multiplataforma, multiusuário, multitarefa, é robusto e relativamente leve em relação aos seus concorrentes diretos. A sua força pode ser percebida somente mencionando as empresas que utilizam essa poderosa ferramenta, tais são: NASA, HP, Nokia, Sony, Bradesco, Cisco, Motorola, etc. A detentora da linguagem MySQL foi adquirida pela Sun Microsystem em 2008 que recentemente foi comprada pela Oracle. Saber o futuro dessa linguagem a partir desse fato parece ser imprevisível visto que a Oracle já possui uma “menina dos olhos” que disputa o mesmo mercado.

Enfim, os SGBDs são numerosas soluções disponíveis para qualquer tipo de gosto, bolso ou filosofia tecnológica.


terça-feira, 23 de junho de 2009

Empresa Híbrida, Virtual e Digital

Você saberia identificar, tecnologicamente falando, qual é o tipo de empresa em que você trabalha? Ela possui arquivos, fichários e computadores com softwares acessíveis somente aos funcionários? Ela possui uma página na Internet para interagir com os seus clientes e parceiros e um ponto de atendimento? Ela simplesmente não existe no mundo real?! Logicamente, dependendo da empresa em que você trabalha, a resposta poderá ser afirmativa em pelo menos um dos casos expostos.

Atualmente com a globalização, o crescimento da Internet e a expansão da área de Tecnologia da Informação, as empresas mudaram a forma de administrar os seus processos internos e externos e agora são determinadas pelo jeito como o fazem. Para que você entenda a evolução ocorrida e o que foi dito até agora, basta retornar há alguns anos atrás...

Em meados da década de 80, quando os computadores ainda não participavam ativamente dos processos de negócios por serem caros, sem softwares com interface gráfica razoável (com programas funcionando por meio de linhas de comando – 1D), sem redes ou bancos de dados funcionando adequadamente; as empresas controlavam os seus processos de negócios por meio de fichários, pastas e arquivos que contavam com a capacidade mecânica dos funcionários e a administração eficiente era medida pelo grau de organização física dos documentos. Máquinas de escrever eram produtoras diárias e constantes de papéis e a criação de relatórios, planilhas e balancetes exigiam alta capacidade, paciência e tempo de profissionais que reviravam as empresas atrás dos dados e informações. O controle organizacional era, dito à grosso modo, uma tarefa tipicamente artesanal se comparado aos moldes atuais. Pode-se dizer que essa organização era uma empresa antiga que raramente sobreviveria na realidade atual.

Com a evolução dos computadores de mesa (desktops), interface gráfica, editores de texto, planilhas eletrônicas, redes de computadores, bancos de dados, etc; a realidade das empresas evoluiu para outro nível onde uma quantidade de processos de trabalho ficou por conta dos computadores, transferindo aos funcionários responsabilidades menos “artesanais” e um controle maior da rotina de trabalho e da administração dos recursos da empresa. Um detalhe referente a esse tipo de organização é que os serviços disponibilizados aos seus clientes são feito exclusivamente por meio presencial. Nesse modelo de empresa o cliente não consegue realizar negócios se não comparecer ao local onde ela está instalada. Essa é a típica empresa tradicional.

Partindo para um modelo mais evoluído temos a empresa híbrida. Um fator determinante para esse tipo de empresa é a Internet, que chegou ao Brasil em 1995. A empresa híbrida não utiliza a tecnologia tão somente para se organizar; utiliza-a também para manter relações com os seus clientes disponibilizando informações, serviços ou produtos. Um bom exemplo são os bancos aqui do Brasil; eles possuem estrutura física e aparato tecnológico para atender clientes tanto via presencial quanto pela Internet.

O modelo híbrido é o principal modelo dos dias atuais onde a maioria das empresas estão se preparando cultural e tecnologicamente para atender clientes à distância. A própria cultura ainda enraizada em muitas pessoas (talvez seja um dos motivos pela existência de tantas empresas híbridas que já poderiam ser virtuais) não as encorajam a realizar negócios sem ter um contato físico com as empresas por mais que o possa ser feito virtualmente. Um exemplo de empresa que recentemente tornou-se híbrida é a empresa Casas Bahia. Anteriormente as compras e interações com a loja eram feitas em uma das suas unidades; atualmente os seus produtos podem ser vistos e comprados pelo site sem que seja necessário o menor contato presencial com a loja.

Algumas empresas, anteriormente híbridas, ou que não optaram por esse modelo de negócio tornaram-se virtuais. Essas empresas caracterizam-se por realizarem comércio e negócios unicamente pela Internet e gerir algumas fases dos seus processos internos com a utilização de documentos ou papéis. Exemplos típicos são os casos de alguns vendedores do Mercado Livre – que colocam informações sobre seus produtos, as formas de pagamento, uma área para suprir dúvidas dos clientes – que só realizam vendas por meio da web. Embora a forma de negociar seja sem a utilização de papel a nota-fiscal, controles da empresa, prestação de contas, relatórios,... são gerados fisicamente.

Quando as empresas não existem fisicamente e não utilizam papéis para manter os seus negócios, ou seja, as informações ficam disponíveis somente em formato não-físico, a empresa torna-se digital. Um exemplo seria a de uma que vende músicas pela Internet. O cliente acessa o site, faz a busca e seleciona as músicas que deseja, em seguida ele paga utilizando o cartão de crédito e então as músicas selecionadas, instantaneamente, ficam liberadas para download. A empresa, então, ficará sabendo quanto vendeu e o quanto ganhou, além de outros dados, sem que para isso gere papéis para si ou para os clientes.

As empresas, dessa forma, cada uma a sua maneira, escolhem a melhor tática para se adaptar ao cenário em que disputam a aprovação de seus clientes.


quarta-feira, 10 de junho de 2009

EAD – Ensino à Distância

A Tecnologia da Informação é realmente a grande mola propulsora do século XXI. Como disse certa vez um Sociólogo: “Os profissionais de Tecnologia da Informação são para a atualidade o que os Engenheiros Industriais foram para a revolução industrial.”

A afirmação não é desprezível; atualmente é quase inimaginável visualizar um campo de trabalho que não utilize a Tecnologia da Informação ou que visualize um futuro sem a utilização dos benefícios dessa tecnologia. A Medicina possui robôs dotados de software que podem ser manipulados por Médicos à Distância ou softwares que diagnosticam pacientes. Engenheiros criam projetos e moldam esquemas por meio de seus computadores. Administradores não conseguem administrar empresas de forma eficiente sem a utilização de softwares. Advogados, embora, em sua maioria mais envolta à tradição, têm se curvado às mudanças que estão ocorrendo no meio judiciário utilizando diário oficial online, publicações via internet, processos digitais, etc. Enfim, todos, senão a maioria que desempenha atividade laboral, em suma, necessita saber interagir com ferramentas computacionais.

A educação, mais especificamente o ensino, não poderia ficar de fora das alterações ambientais provocadas pela TI. Com o crescimento da Internet e do uso de conteúdos multimídias (podcasts, vídeos, blogs, vídeo-conferência, realidade virtual, fórum, etc.) viu-se um filão a ser explorado pela área de ensino. Viram-se também grandes vantagens a serem utilizadas como o barateamento das mensalidades, menos custos com transporte e alimentação e corte de dificuldades relacionadas a tempo e locomoção para futuros alunos com interesse em aprender à distância, além, é claro, de transformar ao bel prazer do aluno qualquer hora e qualquer lugar em seu ambiente de aprendizado.

Unido aos fatores econômicos, logísticos e pessoais mencionados, pode-se adicionar, também, alguns benefícios de ordem educacional ou acadêmica como o fato de o aluno ter que estar compromissado com as suas atividades, ter menores distrações – comuns às aulas presenciais – estar focado (por poder determinar o melhor momento e lugar para aprender) e ter a Internet como uma extensão universitária com materiais online recomendados ou produzidos pelos próprios professores ou tutores.

Para a entidade de ensino à distância encontra-se a possibilidade de atender um número grande de alunos, residentes nas mais diversas localidades, não limitando “cadeiras” nem dias ou datas que poderiam ser aproveitados para o ensino. A contratação de profissionais fica independente da localização geográfica de cada um deles aumentando-se assim o rol de candidatos à docência da entidade EAD contratante. Acrescenta-se que a quantidade de cursos oferecidos podem ser maiores por não estarem atrelados aos espaços físicos como salas, laboratórios e bibliotecas.

Alguns educadores temem que a qualidade do ensino seja afetada com o EAD, porém, algumas entidades de ensino presencial não têm demonstrado eficiência quanto a isso e o próprio Ministério da Educação tem aprovado as iniciativas do ensino à distância. No segundo semestre de 2008 o MEC permitiu que, além da graduação e a pós-graduação lato sensu (especialização), os cursos de pós-graduação strictu sensu (Mestrado e Doutorado) possam ser ministrados via EAD. Outro dado importante refere-se ao ENAD (exame nacional para aferir a qualidade do ensino superior, é como o ENEM para o ensino médio) que, entre os alunos de diversas áreas que prestaram a prova, demonstrou que os melhores resultados foram dos alunos que cursam EAD. A USP, uma das faculdades mais tradicionais do país, abre para o segundo semestre de 2009 as suas primeiras vagas em ensino à distância caracterizando-o, assim, como uma opção viável.

Conclui-se, desse modo, que a TI abre mais uma possibilidade interessante às instituições de ensino, educadores e alunos para o bem do crescimento pedagógico que, consequentemente, reflete-se em avanço social, econômico e cultural.